REI UBU-KOWISKI: For who it serves the arrogance?

domingo, outubro 09, 2005

For who it serves the arrogance?


Até quando, arrogância, pensarás que és competência? Essa é a questão que, pela sua utilidade e uso, confunde-se no mundo dos despreparados. Na verdade, não basta pensar em "ser" como ato de arrogância e dele se revestir, mas é necessário, sim, "ser", sendo competente nesse ser. Na figura do "é" e do "parece ser", denota-se na capa desse estado a fragilidade que não lhe permite resistir ao tempo. Na raiz dessa questão reside a natureza dos verbos "ser" e "estar". Ser tem a ver com amadurecimento, com essência, com estrutura, com preparo, com conhecimento, com condições e requisitos que levam a esse estado de ser, enquanto estar denota mais a agilidade, a passagem, a instabilidade do que se pode parecer ser, mas que, realmente, não é.
A consciência entre o "ser" e o "estar" é que evidencia a competência e a arrogância. Nessa ironia de similitude pode-se "estar" sem "ser", como também "ser" sem "estar". E é nessas pequenas diferenças comportamentais de atitudes que o próprio comportamento ou se reveste de competente, ou se fantasia de arrogância para parecer competente. É velho o dizer:" Ninguém, consegue ser, por muito tempo, o que não é." Assim sendo, não dá para confundir nem alimentar a proposta da arrogância como sinônimo de competência. Talvez a primeira, a arrogância, seja mais um mecanismo de defesa para encobrir outras necessidades, ou dificuldades, do que um ensaio de autenticidade a ser o que realmente ainda não é.
Entre as fronteiras desses dois conceitos, a figura do ser humano vai se adaptar, para um ou para outro, muito em razão dos valores desse "ser" como sujeito do seu processo de amadurecimento e de responsabilidades. Se a humildade habitasse o coração dos homens, com certeza, a competência teria a força sobre a arrogância.
Importa ressaltar, também, que o cenário exigido pela arrogância prevê, sempre, platéia para a qual se processa, objetiva-se e evidencia-se o falso "ser" na figura do momentâneo "estar". Poder-se-ia até dizer que, nessas pequenas diferenças_ que não são tão pequenas _, residem consequências séria que convidam a uma reflexão: até quando a arrogância pelos outros não é percebida como capa que esconde a incompetência? Para que serve a arrogância? Quem cultiva valores convive com a arrogância?