REI UBU-KOWISKI: Julho 2005

segunda-feira, julho 18, 2005

Dumb (Idiot, very stupid)

A bore is a man who has nothing to say and says it anyway.

Escrotidão e/ou é difícil monstros abdicarem de velhos hábitos

Entre lágrimas copiosas,
torpezas vis,
segredos hediondos
um presságio de algo terrível.
Espetáculo marcado
pelo exagero,
pela artificialidade,
pelo caráter lacrimoso
inverossímil e moralista.
De suas tramas tecidas
repletas de reviravoltas bruscas,
recursos fáceis
e efeitos espetaculares.

sábado, julho 16, 2005

Mortes ou um véu de silêncio / falar é prata e calar é ouro

Ninguém morre de uma vez só. Morre-se aos poucos. Matamos primeiro a infância e, com ela, morre a inocência. É preciso matá-la para sobreviver num mundo de artimanhas, malícias, onde há mais glória na detruição do inimigo do que na vitória. A verdade nua e crua é esta: A puerilidade desperta a jocosidade! O patético é que rimos do que fomos, como quem ri do seu pedaço morto.

Ensaios e exercícios em falhas pretéritas

Fazemos crítica cultural. No sentido mais ambicioso da expressão. Passeamos livremente da literatura à sociologia, da filosofia ao urbanismo para analisar aspectos relativos a determinado fator de estudo e destruir este núcleo de identidade. Que afeta a trama social e as relações culturais. Não queremos a propagação do maior vício do sistema político provinciano _ o manejo clientelista do problema social. Os planos sociais estão atados a uma pirâmide de estúpidos caudilhos municipais e regionais que 'cuidam' da população local. Todos sabem disso , mas muitos não querem reconhecer. Reformas são muito difíceis, pois, o clientelismo forma um círculo vicioso.

quarta-feira, julho 13, 2005

Excomunhão Medieval/ Santo Ofício

Que sejam malditos pelo que comem e pelo que bebem;
pelo o que andam e pelo que param;
quando remam e quando cavalgam;
porque riem e porque choram;
em casa ou no campo;
na água ou em terra;
em todos os lugares.
Amaldiçoados sejam seus pensamentos e suas cabeças;
seus olhos e seus ouvidos;
suas línguas e seus lábios;
seus dentes e suas gargantas;
seus ombros e seus peitos;
seus pés e suas pernas;
suas coxas e seus bofes.
E que permaneçam malditos da sola dos pés ao alto da cabeça,
a não ser que reflitam no que dizem e pensam e fazem,
e venham dar satisfações.